10 de dezembro de 2017

MEMÓRIA AIC (31): A ESCUNA DO DIABO






“A Escuna do Diabo” foi uma série de TV que pretendia unir comédia e aventura em episódios com uma hora de duração. Foi exibida nos Estados Unidos entre 19 de Setembro de 1965 e 17 de Abril de 1966, tendo como produtores Harry Ackerman e Herbert Hirschman.



Levemente baseada em filme do mesmo nome, produzido em 1960, estrelado por Jack Lemmon e Ricky Nelson, violou pelo menos três regras básicas dentro do gênero cômico da época:




1) Duração de cada episódio (a maioria das comédias então produzidas apresentavam episódios com meia hora de duração);


2) Não havia o fundo de risadas (ao estilo de “Agente 86”);


3) Presença de personagens mortos.


O programa é ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, focalizando a tripulação do USS Kiwi, uma escuna de madeira.




O Kiwi era comandado pelo Major do Exército Simon Butcher (o ator Jack Warden) – encarregado das operações em terra – e pelo Tenente da Marinha Richard Rip Riddle (o ator Gary Collins) – no comando da escuna.


A embarcação tem por missão se infiltrar nas linhas japonesas. Para tanto, carregava uma bandeira suíça, apresentando-se como sendo de um País neutro.


Foi a primeira de quatro séries estreladas pelo ator Gary Collins - as seguintes foram “Cavalo de Ferro” (1966/68), “O Sexto Sentido” (1972) e “Born Free” (1974).





**A SÉRIE NO BRASIL**


No Brasil, “A Escuna do Diabo” estreou pela TV Excelsior  São Paulo na segunda-feira de 10 de Fevereiro de 1969, às 23h (logo depois de "Missão Impossível"). Em 1972 foi relançada pela TV Record, ainda com as mesmas películas em preto e branco exibidas pela Excelsior.





 A TV Record retornou com a série em 1975/76, “pela primeira vez a cores”. A série foi exibida mais duas vezes, pela mesma emissora, em 1979/80 e 1988/89.


**A DUBLAGEM DA AIC**


**ATORES / PERSONAGENS FIXOS / DUBLADORES**


*Jack Warden (Major Simon Butcher): Arakén Saldanha.

*Gary Collins (Tenente "Rip" Riddle): Ary de Toledo.

*Mike Kellin (William "Willie" Miller):

 Carlos Alberto Vaccari.

*Rudy Solari (Sherman Nagurski): Emerson Camargo.

*Don Penny (Charles Tyler): Flávio Galvão.

*Mark Slade (Patrick Hollis, radioman):

 Tony Ramos (1ª voz) e Osmar Prado (2ª voz).

*Fred Smoot (Seymour Trivers): Olney Cazarré.

*Bill Zuckert (General Cross): Batista Linardi.


**Mark Slade e Mike Kellin**


Há algumas curiosidades nesta dublagem da série "A Escuna do Diabo", realizada pela AIC:

1 - Apesar da série ter estreado somente em fevereiro de 1969, pela extinta TV Excelsior, a produção foi totalmente dublada ainda em meados de 1967. 



A intenção da TV Excelsior era exibir a série antes da sua novela das 18h, uma vez que a produção apresentava certas situações de aventura e comédia de marinheiros.


Entretanto, a forte Censura Federal do governo militar vetou a sua exibição na íntegra, não só pelo horário, mas também porque apresentava a Marinha em situações consideradas hilárias.


2- Assim, a TV Excelsior tinha os direitos de exibição e a dublagem totalmente realizada da única temporada produzida, em seu acervo, mas se iniciou uma enorme tentativa de exibir a série.



Somente em 1969, após o AI-5, houve a liberação com as seguintes restrições:


 a) não poderia ser exibida antes das 23h.


 b) muitos episódios sofreram cortes de diversas cenas.


 c) cerca de 7 episódios foram totalmente proibidos de serem exibidos.


3 - Em 1972, quando migrou para a TV Record, as condições da Censura Federal se mantiveram as mesmas.



4 - Somente em 1979/80, já com o início de uma abertura política branda, a série foi reclassificada e a TV Record pôde exibi-la na íntegra.



5 - Estas informações foram obtidas através do diretor de programação de séries e filmes da TV Record, Roberto Rios, que exercia a função em 1989, quando a série "A Escuna do Diabo" foi exibida pela última vez na Tv brasileira, mais uma vez pela TV Record.




*CERTIFICADO DA CENSURA ANTES DOS PROGRAMAS*
*Observem que o programa de Chico Anysio era proibido para antes das 21h.




Esta sitcom americana, que não alcançou sucesso nos Estados Unidos, talvez tenha sido a série que sofreu mais restrições da Censura Federal durante o Regime Militar, por mais bizarro que possa ser o fato.





**Gary Collins dublado por Ary de Toledo**



A dublagem da AIC, em meados de 1967, contou com dubladores experientes como Arakén Saldanha, Ary de Toledo, Carlos Alberto Vaccari e Emerson Camargo, entre outros, o que trouxe uma valiosa contribuição aos roteiros dos episódios, na sua maioria lentos para serem uma comédia e fracos em aventura.


Também os dubladores para os atores convidados eram brilhantes como: Líria Marçal, Gessy Fonseca, Bruno Netto, Amaury Costa, etc, o que valorizou muito a atuação dos atores e da própria série.


Esta série contou com a dublagem de Tony Ramos para o personagem do ator Mark Slade. Entretanto, o personagem possui uma atuação mínima na série, tendo cenas muito curtas. Durante a dublagem, Tony Ramos a abandonou, devido a um convite de estrelar a novela "Os Rebeldes", em 1967,na TV Tupi, tendo o seu primeiro contrato definido com a emissora.




*1ª voz do ator Mark Slade*




 Sendo assim, participou de cerca de 22 de uma produção de 29 episódios. Foi substituído por um jovem que teria, futuramente, uma carreira também só como ator: Osmar Prado.




**Diversas dublagens na AIC*




Apesar de "A Escuna do Diabo" não ter obtido sucesso nos Estados Unidos, aqui no Brasil chegou a ser exibida em quatro ocasiões, mesmo com os problemas criados pela Censura Federal.


A produção vale muito pela dublagem efetuada pela AIC, no período áureo do estúdio.


**VAMOS REVER UM EPISÓDIO DE
 "A ESCUNA DO DIABO"**



**EPISÓDIO NÚMERO 19**


*COLABORAÇÃO: Edson Rodrigues
e Roberto Rios.



**Marco Antônio dos Santos**

15 de novembro de 2017

DUBLADOR EM FOCO (116): ANTÔNIO CARDOSO

*Foto: Casa da Dublagem*


Antônio Cardoso nasceu em 1942,em São Paulo, capital.
Era filho do autor de radionovelas, radioator, dublador e, posteriormente, ator de telenovelas Osmano Cardoso.

Não há registros de que tenha participado em radionovelas, porém se apaixonou pela arte de interpretar com a voz e, através de Osmano Cardoso, foi iniciado na dublagem e ingressou na AIC em meados de 1967.

Aqui, há um fato curioso: num encontro de fãs da série Perdidos no Espaço, em 1988, houve a exibição do episódio "A Caverna dos Mágicos" e, consequentemente, foi perguntado a Borges de Barros de quem era a voz do alienígena de dentro da caverna.
O saudoso Borges de Barros respondeu: "Aqui foi praticamente o início da dublagem do Antônio Cardoso na AIC, era jovem e aí só surgia a voz. Como ele tinha uma voz bem forte, ficou ideal."


**Episódio "A Caverna dos Mágicos"**

Por incrível que possa parecer, um fato semelhante ocorreu no episódio "O Monstro Incandescente" da série Viagem ao Fundo do Mar, no qual Antônio Cardoso dubla o alienígena que se apresenta em forma de uma labareda de fogo, sem necessidade da sincronia.

**Episódio "O Monstro Incandescente"**

Adquirindo cada vez mais experiência, dubla personagens secundários e, posteriormente, atores convidados nas séries de tv da época: A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, Lancer, Terra de Gigantes, entre outras, além de filmes.


Dono de uma voz forte, tanto dublava muito bem herois ou vilões. Na série Daniel Boone dublou o personagem Mingo em vários episódios, substituindo Carlos Alberto Vaccari, o qual ficou afastado por motivo de uma enfermidade por um certo tempo.


**A voz do índio Mingo em diversos episódios**

Com a crise econômica da AIC se acentuando a partir de 1972, Antônio Cardoso, um nome já reconhecido na dublagem, participa mais intensamente dos estúdios Odil Fono Brasil, CineCastro -SP e Álamo.

Surge assim o personagem Lord Brett Sinclair, interpretado por Roger Moore, na série Persuaders, um grande sucesso dublado pelo estúdio Odil Fono Brasil, o qual Antônio Cardoso fez um excelente trabalho de interpretação com a voz.


**A voz de Roger Moore na série "Persuaders"**


Ainda no início da década de 1970, Antônio Cardoso dubla o ator Peter Lupus na 6ª e 7ª temporadas da série Missão Impossível, através do estúdio Álamo, substituindo Antônio Moreno, o qual passou a dublar o ator Peter Graves.



**A voz de Peter Lupus nas últimas temporadas de Missão Impossível**

Ainda na década de 70, foi convidado por Older Cazarré para participar de uma edição das Historinhas Disney ao lado de grandes nomes da dublagem oriundos da AIC.

Fez diversas dublagens de filmes e séries de tv  durante as décadas de 70 e 80 nos estúdios BKS e Álamo.



**ALGUNS TRABALHOS**

*FILMES*



- Roger Moore em Fuga Para Atenas (Primeira Dublagem), e Resgate Suicida/Resgate Fantástico (Primeira Dublagem)
- John Dehner em Jim das Selvas, e Lagoa dos Mortos
- Henry VIII (Charlton Heston) em O Príncipe e o Mendigo (1977)
- Dr. Josef Mengele (Gregory Peck) em Os Meninos do Brasil
- Mariano (Anthony Quinn) em Viagem ao Perigo / Alto Risco
- Drácula (Christopher Lee) em Dráculo, Pai e Filho
- Chefe Vinnie Walker (M. Emmet Walsh) em Levantem o Titanic
- Daniel McDay (Jack Fletcher) em Casei-Me Com Um Modelo
- Jack Woltz (John Marley) em O Poderoso Chefão (Primeira Dublagem)
- Charles Brubaker (James Brolin) em Capricórnio Um
- Hart (Robert Gerringer) em A Sentinela dos Malditos
- Leopoldo De Karnstein (Mel Ferrer) em Rosas de Sangue
- Bob Precht (Robert Paige) em Adeus, Amor
- Rock (Mike Starr) em O Último Dragão
- Gregory Bate (Miguel Fernandes) em Histórias de Fantasmas
- Dr. David Faraday (Glenn Ford) em Feliz Aniversário Para Mim
- Perlmutter (Robert F. Hoy) em A Lenda do Cavaleiro Solitário / A Lenda do Zorro

*SÉRIES DE TV*



- Lord Brett Sinclair (Roger Moore) em Persuaders
- Imperador Vespasiano (Timothy West) em Masada
- Meeks (Kaz Garas), Capitão Underwood (Francis X. McCarthy), e Navarro (Jessie Lawrence Ferguson) em Esquadrão Classe A (3ª e 5ª Temporadas)
- Mingo (Ed Ames) (em alguns episódios) em Daniel Boone
- Willy (Peter Lupus) (segunda voz) em Missão Impossível  (6ª e 7ª Temporadas)

**Dublagem do ator Gregory Peck no filme "Os Meninos do Brasil"**

Antônio Cardoso faleceu precocemente, em junho de 1993, aos 51 anos, vítima também de um ataque cardíaco, assim como seu pai Osmano Cardoso.


Um dublador excelente que iniciou a sua carreira na AIC, no "templo da dublagem paulistana", como se refere o dublador Arquimedes Pires ao estúdio que imprimiu uma enorme qualidade às dublagens realizadas.


**VAMOS REVER DUAS EXCELENTES DUBLAGENS DE ANTÔNIO CARDOSO NA AIC**


**VÍDEO 1**
**Dublando o alienígena na série Viagem ao Fundo do Mar**



**VÍDEO 2**
**Dublando o personagem Mingo na série Daniel Boone**



**Fonte de Pesquisa: site Casa da Dublagem e Acervo Pessoal**

**Marco Antônio dos Santos**

17 de outubro de 2017

A DUBLAGEM DO FILME "DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO"




New Orleans, 1937 - Dr. John Cukrowicz realiza uma lobotomia num hospital mal aparelhado para esse tipo de cirurgia.  Ele é um jovem neurocirurgião que vem fazendo seu nome pelo país afora, ao usar essa nova técnica no tratamento de pessoas esquizofrênicas.


Desgostoso com as precárias condições do hospital, ele ameaça ir embora se alguma coisa não for feita.  É quando surge uma rica viúva, a Sra. Violet Venable, propondo uma doação de US$ 1 milhão em troca de uma lobotomia a ser feita em sua jovem sobrinha, Catherine Holly, supostamente acometida de graves problemas neurológicos e mentais, desde que voltou de suas férias na Europa no último verão, quando testemunhou o bárbaro assassinato do primo que a acompanhava.


Dr. Cukrowicz concorda em receber as duas mulheres para uma entrevista preliminar.  A Sra. Venable mostra-se uma pessoa arrogante, inteligente e altamente obcecada pelo filho morto.  Ela só fala sobre o seu brilhante filho, Sebastián, sobre quão arrasada ela se acha desde sua morte e sobre a necessidade de sua sobrinha ser lobotomizada.  Entretanto, ao conversar com a jovem Catherine, que se mostra vulnerável, amargurada, mas confiante, ele conclui que ela tem sérios problemas a serem tratados sem a necessidade de ser submetida à cirurgia.


Quando Catherine é internada em seu hospital, fica mais claro para o Dr. Cukrowicz que a Sra. Venable não está interessada na saúde da sobrinha e, sim, tentando usá-lo para fazer com que a memória da jovem venha a ser afetada, de tal forma que ela não possa revelar as circunstâncias em que o filho foi morto.


Traumatizada com o ocorrido, Catherine bloqueou suas lembranças, mas o Dr. Cukrowicz está determinado a desenterrá-las, mesmo que isso custe sua carreira.  Assim, depois de um longo tratamento, ele consegue devolver a saúde mental da jovem, quando ela lhe fala sobre o terrível incidente ocorrido durante suas últimas férias na Europa.


Num extenso monólogo, ela descreve o bizarro assassinato do primo homossexual quando viajavam pela Espanha.  Segundo ela, Sebastián a usava para atrair os jovens que se tornariam seus parceiros e, numa das ocasiões, eles partiram para cima do primo, assassinando-o e canibalizando seu corpo.


Na cena final, referindo-se a si própria na terceira pessoa, Catherine diz ao Dr. Cukrowicz que ela voltou a um presente menos doloroso:  "Ela está aqui, Doutor.  A srta. Catherine está aqui !"


Baseado numa peça de Tennessee Williams, "De Repente, no Último Verão" é um excelente filme sobre a frustrada tentativa de uma mulher de submeter sua sobrinha a uma lobotomia, com o fim de evitar que ela viesse a revelar alguns segredos sobre o passado do seu filho assassinado.


Realizado pelo veterano cineasta Joseph L. Mankiewicz, o filme trata de temas sérios e difíceis como  doenças mentais, assassinato, canibalismo, homossexualismo.


Além do bom trabalho de Mankiewicz, "De Repente, no Último Verão" conta com uma ótima trilha sonora, com a bela fotografia de Jack Hilgyard, com uma boa direção de arte e com as magníficas interpretações de Elizabeth Taylor e Katharine Hepburn, seguidas pelo bom trabalho desenvolvido por Montgomery Clift.


Indicadas ao Oscar de Melhor Atriz, Elizabeth Taylor e Katharine Hepburn perderam a estatueta para a francesa Simone Signoret, por sua atuação em "Almas em Leilão", de Jack Clayton.


**A DUBLAGEM DA AIC**




Elizabeth Taylor(Catherine Holly):   
Sandra Campos.

Katharine Hepburn(Sra. Violet Venable):
 Judy Teixeira.

Montgomery Clift(Dr. John Cukrowicz): 
Dráusio de Oliveira.

Albert Dekker(Dr. Lawrence Hockstader): 
Eleu Salvador.

Mercedes McCambridge(Sra. Grace Holly):
 Gessy Fonseca.

Gary Raymond(George Holly): Ézio Ramos.

Mavis Villiers(Srta. Foxhill):
 Helena Samara.


Joan Young(Irmã Felicity):
 Noely Mendes.






Sem dúvida alguma uma das melhores dublagens de filmes da AIC. Há indícios de que o diretor de dublagem foi o próprio Dráusio de Oliveira, uma vez que sempre fez uma grande parceria com Sandra Campos, desde que que foi escalada, por ele, para a série Terra de Gigantes.

Seja como for, esta dublagem realizada já em meados de 1971, traz uma qualidade extraordinária.
Há o retorno de Gessy Fonseca para São Paulo, após a falência da TV Cinesom/RJ.
Ézio Ramos ainda uma voz recente na dublagem, mas com qualidade interpretativa.
O diretor de dublagem ainda se valeu de experientes dubladores que ainda participavam da AIC, como Judy Teixeira, Helena Samara e Eleu Salvador.

A dublagem de Judy Teixeira, uma profissional que nem sempre dublou personagens principais, demonstrou o seu maravilhoso trabalho ao dublar a atriz Kattarine Hepburn, uma aristocrata, insensível e egoísta. Judy Teixeira demonstrou toda a arrogância com a interpretação pausada, fria que a personagem exigia. Uma dublagem exemplar !

Dráusio de Oliveira interpreta um médico repleto de incertezas, demonstrando com a voz a insegurança, distante de personagens fortes e decididos como o próprio capitão Burton de Terra de Gigantes ou Marcelus do filme "O Manto Sagrado". No transcorrer da ação vai, paulatinamente, ocorrendo uma transformação, a fim de curar a sua paciente. 



Mesmo com todas essas dublagens primorosas, a dublagem da personagem da atriz Elizabeth Taylor é, simplesmente, algo excepcional. Sandra Campos domina totalmente a interpretação demonstrando a bipolaridade da personagem.

Tranquila, agitada, nervosa ou com medo, Sandra Campos a dubla com uma categoria ímpar.
Na realidade, apesar de Cleópatra ser um de seus trabalhos mais famosos, é com esta dublagem que verificamos o seu quilate profissional.

O roteiro do filme nos prende a atenção, mas à medida em que surge a dublagem de uma personagem difícil, mergulhamos na interpretação da dubladora para Elizabeth Taylor.
Provavelmente, talvez, a melhor dubladora da grande atriz!

Felizmente, a dublagem foi preservada e até saiu em DVD.

Vale a pena assistir a este grandioso trabalho da AIC !!!!


**VAMOS REVER 2 TRECHOS DA DUBLAGEM DESTE FILME**


**VÍDEO 1: Judy Teixeira com Dráusio de Oliveira.


**VÍDEO 2: A dublagem de Sandra Campos.

**Fonte de pesquisa: site 70 anos de Cinema
e Arquivo Pessoal**

**Marco Antônio dos Santos**