27 de janeiro de 2014

MEMÓRIA AIC (20): NANNY E O PROFESSOR




Nanny e o Professor foi uma sitcom criada por AJ Carothers e produzida pela 20th Century Fox Television e apresentada pela primeira vez nos Estados Unidos pela rede ABC, entre 21 de janeiro de 1970 a 27 de dezembro de 1971, num total de 54 episódios em três temporadas. 

A série era estrelada por Juliet Mills como Nanny Phoebe Figalilly e Richard Long, como Professor Harold Everett, que havia obtido muito sucesso na série Big Valley com o personagem Jarold.
Richard Long faleceu em dezembro de 1974, aos 47 anos, devido a um ataque cardíaco.


 A personagem Nanny era aparentemente uma mulher com certos poderes psíquicos e que frequentemente tinha “flashes” do que poderia ocorrer no futuro próximo, como saber de antemão quem iria tocar a campainha, entre outras coisas.




Também havia uma vaga sugestão de que Nanny poderia ter mais de cem anos, pois num dos episódios as crianças encontram uma foto dela, que parecia ser tirada a mais de um século atrás. Nanny apareceu misteriosamente um dia na porta do viúvo professor Everett e passa a cuidar dos três filhos dele: Hall um garoto bem intelectual; Butch que era o filho do meio e Prudence que era o mais novo da família. Nanny geralmente atribuía seus poderes a sua fé e também ao amor pela família.

Em pouco tempo Nanny passa a ganhar o respeito e o afeto da família onde passa a morar, apesar de às vezes se confundir diante de suas premonições, gerando cenas muito engraçadas. Periodicamente surgia uma vizinha muito curiosa chamada Sra. Fowler e na metade da primeira temporada, um carro todo amarelo, um Ford Modelo 1930, passou a incorporar a série.

A série nunca deixou bem claro se Nanny era uma bruxa, maga ou algo semelhante e nem tampouco o porquê foi trabalhar justamente na casa dos Everett. Na opinião de muitos telespectadores, a série era uma versão televisiva menos cômica do filme “Mary Poppins”.





Durante o decorrer dos episódios outros personagens convidados também apareciam como o Tio Alfred como um homem muito excêntrico, que prendia a atenção das crianças através de suas maravilhosas histórias. Às vezes, a casa recebia a visita da Tia Justine (Ida Lupino) e também da Tia Agatha, duas amáveis senhoras que costumavam descer no quintal da família num gigantesco balão.

Havia também a Tia Henrietta, uma senhora muito excêntrica que chega à cidade juntamente com seu circo e que provoca em Nanny estranhas premonições.

 A atriz Juliet Mills recebeu indicação ao prêmio Golden Globe como “Best TV-Actress – Musical/Comedy” de 1971.


Na década de 1990 foi produzida a série "The Nanny" (1993-1999), a qual se inspirou em Nanny e o Professor, porém os temas abordados e personagens obtiveram uma outra perspectiva, já que 20 anos haviam decorridos.


**A SÉRIE NO BRASIL**

Nanny foi exibida nos Estados Unidos de janeiro de 1970 a dezembro de 1971. O que poucos sabem é que a série é composta por 3 temporadas. A primeira foi exibida de janeiro até abril de 1970, com apenas 15 episódios.

 A segunda temporada foi exibida de setembro de 1970 a março de 1971 (24 episódios). A terceira e última foi exibida de setembro a dezembro de 1971 (15 episódios). 


  No Brasil, foram exibidas as duas primeiras temporadas e dubladas em 1970 por Wilson Ribeiro, antes de sua saída da AIC, uma vez que a sua estreia ocorreu somente em setembro de 1974 pela Tv Bandeirantes.

Não há nenhuma informação do motivo da série ter sido dublada 4 anos da sua estreia na televisão brasileira.

Em meados de 1975, a série sai da grade de programação e só retornaria em 1978 pela Tv Tupi.

Ainda entre 1987/88 a Tv Guaíba de Porto Alegre exibe os 39 episódios, que abrangem as duas primeiras temporadas da série.

 Nanny e o Professor nunca foi um programa popular no Brasil, porém sempre teve um bom número de seguidores, fãs que até hoje se recordam das situações inusitadas e criativas que a série trazia, ou seja, um estilo ligado à boa formação dos valores familiares que já há muito estão distantes no tempo !!




**A DUBLAGEM DE NANNY E O PROFESSOR**

A dublagem da série Nanny e o Professor foi muito bem cuidada e contou com um elenco de vozes para os atores principais altamente integrado, sintonizado o que a deixou sensível e agradável de ser ouvida.


Wilson Ribeiro, que já havia dublado Richard Long na série Big Valley com o personagem Jarold, foi escalado novamente para o ator, o que demonstra como a AIC sempre primou para preservar as vozes ideais para a dublagem dos atores, sempre que isso foi possível na época.


Provavelmente, foi o último personagem fixo dublado por Wilson Ribeiro, uma vez que se retirou da vida artística em fevereiro de 1971.

Para Nanny, tivemos a oportunidade da presença de Gilmara Sanches, a qual já atuava mais como diretora de dublagem. Com toda a sua experiência, Gilmara imprimiu um tom de voz perfeito para a personagem, demonstrando a sua extrema qualidade na arte de dublar.

Ainda tivemos a presença de Aliomar de Matos, Maria Inês e Orlando Viggiani que abrilhantaram o trabalho como um todo.

Apesar de ter sido uma série curta, foi mais uma dublagem da AIC realizada com a qualidade que sempre norteou o estúdio.




**ELENCO PRINCIPAL / PERSONAGENS / DUBLADORES**

*Juliet Mills (Nanny): Gilmara Sanches.

*Richard Long (Prof. Harold Everett): Wilson Ribeiro.


*David Doremius (Hal Everett): Orlando Viggiani.


*Kim Richards (Prudence Everett): Maria Inês.


*Trent Lehman (Butch Everett): Aliomar de Matos.


*Narração da abertura: Carlos Alberto Vaccari.


**REVENDO 1 EPISÓDIO DE NANNY E O PROFESSOR**





**Colaboração: Edson Rodrigues**

**Marco Antônio dos Santos**

15 de janeiro de 2014

A DUBLAGEM DO FILME "O VÔO DA FÊNIX"


O piloto Frank Towns (James Stewart) e o navegador Lew Moran (Richard Attenborough) estão transportando bagagens e passageiros sobre o deserto do Saara com destino a Bengazi num velho avião.

 Os passageiros são quase todos trabalhadores petroleiros. Há ainda uma dupla de militares ingleses e um alemão que estava visitando o irmão.
 O avião fica avariado em uma tempestade de areia e Frank é obrigado a pousar em pleno deserto. Na aterrisagem, dois homens morrem e um terceiro fica seriamente ferido.
Frank sabe que está fora da rota e dificilmente alguém os localizará.



 Um dos militares tenta ir em direção ao oásis mais próximo, a 190 quilômetros, mas suas chances são mínimas. Frank acaba sendo obrigado a ouvir o passageiro alemão, que faz um projeto para construir um novo avião, com as partes que sobraram do que caiu.
 Sem alternativas e com a água terminando, os sobreviventes começam a trabalhar no projeto da Fênix, nome que um deles batiza o novo avião.
O filme teve locações em lugares que simulam o deserto africano, como Yuma, Arizona e Winterhaven, Califórnia.


O piloto e o navegador tentam fazer o possível para manter a ordem entre os sobreviventes, homens ligados a indústria petrolífera que não sabem sobreviver no deserto.
 Alguns se mostram ineptos ou covardes, apesar de se esperar deles alguma determinação, enquanto outros, que se esperava pouco, demonstram uma força interior, principalmente Standish (Dan Dureya).

 No entanto o destino de fortes e fracos está nas mãos de Heinrich Dorfmann (Hardy Krüger), que disse ser um projetista de aviões e planeja usar os destroços do avião para fazer outro.

O filme foi produzido em 1965 e exigiu grandes esforços da equipe técnica para os efeitos visuais.
 Em 2004, houve um "remake" onde o ator Dennis Quaid interpretou o piloto, porém todos os efeitos especiais foram já realizados com uma tecnologia bem avançada.


**A DUBLAGEM DO FILME**

Dublado em meados de 1969, o filme traz uma dublagem excelente destacando-se Waldyr Guedes, José Soares e Hugo de Aquino Júnior principalmente, por serem os dubladores do trio central de atores.

Os três demonstram uma qualidade ímpar: a ansiedade, irritabilidade e responsabilidade do capitão (James Stewart) foi transmitida perfeitamente por Waldyr Guedes.


José Soares, dublando o co-piloto, dubla um personagem que ao mesmo tempo respeita as ordens do capitão, mas entra em conflito consigo mesmo.


O desenhista alemão, dublado por Hugo de Aquino Júnior foi extremamente bem realizado, numa dublagem contida, fria, lógica, demonstrando a índole de um alemão diante de um desastre.


Três dublagens que merecem nossos aplausos !




Toda a dramaticidade do roteiro nos é transmitida também pelos demais dubladores, os quais estiveram perfeitos como: Xandó Batista, Turíbio Ruiz, Sílvio Matos, Francisco José, Wilson Ribeiro, Gilberto Baroli e, destacando-se Nelson Baptista dublando todo o drama de um acidentado, o qual sabe que não haverá solução para o seu caso.
Para quem está acostumado com as comédias dubladas por Nelson Baptista e também vilões é uma excelente oportunidade para ouví-lo num drama.

O filme vai, paulatinamente, ganhando força no roteiro (não se tratando de apenas um "disaster movie"), muito pelo contrário, os personagens interagem de forma sensível e dramática, o que a dublagem captou de forma magistral.


Mais um excelente filme com a dublagem exemplar realizada pela AIC !!



**ELENCO PRINCIPAL / PERSONAGENS / DUBLADORES**

*James Stewart — (comandante Frank Towns):
Waldyr Guedes.

*Richard Attenborough— (Lew Moran): José Soares.

*Peter Finch — (capitão Harris): Turíbio Ruiz.

*Hardy Krüger — (Heinrich Dorfmann):
Hugo de Aquino Júnior.



*Ernest Borgnine — (Trucker Cobb): Xandó Batista.



*Ian Bannen — ("Ratbags" Crow): Francisco José.



*Ronald Fraser — (sargento Watson): Sílvio Matos.



*Christian Marquand — (Dr. Renaud): Wilson Ribeiro.



*Dan Duryea — (Standish): Francisco Borges.



*George Kennedy — (Mike Bellamy): Gilberto Baroli.



*Gabriele Tinti — (Gabriel): Nelson Batista.






**REVENDO TRÊS MOMENTOS DE O VÔO DA FÊNIX**




**VÍDEO 1: O desastre e a abertura narrada por Carlos Alberto Vaccari.



**VÍDEO 2: As dublagens de Hugo de Aquino Júnior e Waldyr Guedes.



**VÍDEO 3: O desempenho fantástico de José Soares.




**Marco Antônio dos Santos**

14 de janeiro de 2014

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (20): SPACE GHOST E DINO BOY




Space Ghost e Dino Boy no Vale Perdido foi um desenho criado por Alex Toth, produzido e dirigido por William Hanna e Joseph Barbera, através da Hanna-Barbera Productions e composto por dois segmentos independentes, uma com o herói Space Ghost e a outra narrando as aventuras de Dino Boy.

Oficialmente o título é citado muitas vezes apenas como “Space Ghost & Dino Boy” para poder diferenciá-lo de um talk show noturno apresentado pelo Cartoon Network, na década de 1990, denominado “Space Ghost Coast to Coast”.


O segmento de Space Ghost narrava as aventuras de um heroi que agia mais ou menos como um policial do espaço, tendo como base o Planeta Fantasma e lutava contra todos aqueles que tentavam usurpar da paz espacial, pelo menos dentro do seu setor galáctico.

Como a maioria dos heróis, Space Ghost era um homem alto e bastante forte, possuía um rosto expressivo e anguloso, sua cabeça estava sempre totalmente coberta por um capuz negro, onde apenas se destacavam os seus olhos e a parte da boca que era descoberta. Ao contrário de outros super-heróis mascarados, Space Ghost nunca tirava a sua máscara e era totalmente desconhecida a sua outra identidade.

Ele utilizava um traje todo branco, onde se destacava apenas o cinto, a capa em seu ombro que era uma continuidade do seu capuz e seus punhos que possuíam uma espécie de bracelete onde estavam dispostos os controles de diversos do seu poderio.


Também em seu cinto existia um botão que ao ser acionado lhe proporcionava o poder da invisibilidade, assim como um escudo de força que o mantinha invunerável. Em sua máscara existia um comunicador e um sistema de visão ultra poderosa, assim como tinha a capacidade de voar, de sobreviver debaixo d´água e também fora da atmosfera do planeta, além destes poderes, ele possuía a capacidade de se teletransportar, entre outras coisas.

Através do controle disposto no bracelete em ambos os braços, ele podia ativar diferentes tipos de raios, tais como raios hipnóticos, destruidores, congelador e elétrico, entre outros. Space Ghost utilizava também uma nave chamada de Cruzador Fantasma para deslocar-se a grandes distâncias e também utilizá-las para o ataque, já que a espaçonave era equipada com todos os poderes de Space Ghost, porém muito mais ampliadas.

Space Ghost também contava com seus dois jovens ajudantes, os irmãos gêmeos Jace e Jane, que eram cadetes da Patrulha Galáctica e encarregada de vigiarem o Planeta Fantasma quando Space Ghost estivesse ausente por algum motivo.


Os dois irmãos tinham uma mascote chamada Blip, que era um macaco que se vestia igualmente aos patrulheiros e também responsável pela parte cômica do espetáculo. Os gêmeos também contavam com um utilitário semelhante ao uma motocicleta voadora, com as quais eles podiam percorrer longas distâncias.

Mas, na maioria das aventuras o trio, mais o Blip participavam em conjunto para alcançar um objetivo em comum. A série possuía também uma galeria de vilões, de diversos estilos tais como Zorak que era um inseto alienígena, Brak, Metallus e a Mulher-Aranha entre outros.


No outro segmento independente denominado Dino Boy no Vale Perdido mostrava as aventuras de um garoto chamado John David Carson, também conhecido pelo apelido de Todd, que fora lançado de paraquedas pelos seus pais para tentar salvar a vida dele, quando o avião em que eles viajavam começou a falhar e prestes a cair.

Alguns momentos depois de ser lançado o garoto acaba caindo num vale totalmente desconhecido pela civilização moderna, que permanecia como no início dos tempos, com seus dinossauros, homens das cavernas, tigres com dente-de-sabre, e outras formas, que de alguma maneira inexplicável conseguiram sobreviver neste vale.


Ao cair de paraquedas nesta densa floresta, o garoto é logo atacado por um tigre, mas consegue ser salvo por um homem das cavernas muito corajoso e bondoso chamado Ugh. A partir desse momento eles acabam tornando-se grandes amigos e Todd passa a aprender a comunicar com Ugh através de simples grunidos e um inglês básico. Pouco tempo depois também fica amigo de um pequeno dinossauro que acaba se tornando um bichinho de estimação chamado carinhosamente de Bronty.

Tudo isso é mostrado na introdução da narração de abertura que dizia mais ou menos o seguinte: Forçado a pular de paraquedas de um avião em chamas, um jovem rapaz acaba caindo num misterioso vale pré-histórico repleta de perigos ocultos. Durante um ataque de tigre-dentre-de-sabre, ele é salvo por um homem das cavernas e assim começa a amizade e as aventuras de Dino Boy e Ugh no vale perdido”.


Juntos passam a viverem intensas aventuras neste mundo hostil e perdido no tempo. Para se protegerem Ugh utilizava a sua grande força e também uma espécie de machado ou martelo, onde uma pedra era amarrada num cabo de madeira, enquanto Dino Boy gostava de usar um arco e flecha e às vezes, um estilingue. O Vale dos Dinossauros ficava em algum lugar remoto da América do Sul, praticamente intocada pelo tempo.

Após ser salvo por Ugh, o garoto Todd e Bronty vagam pelas planícies e florestas a procura do paradeiro de seus pais, mas a série acabou sendo encerrada antes que isso acontecesse. O Vale era habitado por insetos gigantescos, um homem das cavernas gigante, pterodátilos assassinos e uma feroz criatura da neve, entre outros inimigos.


Desde que a série Space Ghost e Dino Boy passou a ser apresentada, ela acabou em pouco tempo se tornando um dos programas mais populares pelas manhãs de sábado nos Estados Unidos. Um dos grandes responsáveis por essa façanha foi o animador Alex Toth, que durante os anos de 1960 a 1970 trabalhou par a Hanna-Barbera e juntamente com Iwao Takamoto desenvolveu projetos excelentes como: “Superfriends”,  e "Os Herculoides”, entre outros.


**SPACE GHOST E DINO BOY NO BRASIL**

Desde que estreou no Brasil, em meados de 1967, Space Ghost e Dino Boy fizeram sempre sucesso e com audiência garantida.
Pelas pesquisas efetuadas, a série foi exibida praticamente em quase todas as emissoras abertas: Tv Excelsior, Tv Record, Tv Tupi, Tv Bandeirantes e Tv Manchete, apenas não encontramos nenhuma exibição pela Tv Globo e SBT.

O desenho foi exibido pelas emissoras abertas desde 1967 até o final da década de 1980, com pequenos intervalos entre as tvs. Na década de 1990, é exibido pelo canal a cabo Cartoon Network durante um grande período. Depois é substituído pelo talk show Space Ghost Coast to Coast.

No início do canal a cabo Boomerang volta a ser exibido regularmente e, atualmente surge, de forma eventual, no canal a cabo Tooncast.


**A DUBLAGEM**

A dublagem realizada pela AIC foi excelente. Totalmente dirigida por Older Cazarré (que dublava o vilão Zorak, além de vários personagens em diversos episódios), escalou Arakén Saldanha para a voz de Space Ghost, o qual enfatizou a imagem de heroi com seu "vozeirão".

Também Magda Medeiros, Olney Cazarré, Rita Cleós, Gastão Renné, Magali Sanches e Maria Inês desenvolveram uma dublagem marcante dos personagens, sendo uma dublagem de desenho inesquecível, lembrada até hoje por sua notória qualidade.

A dublagem de Space Ghost ficou sendo como uma das dublagens clássicas de desenhos, realizadas pela AIC, assim como Jonny Quest, Os Flintstones, Os Jetsons e outras.
Um clássico de Hanna Barbera da década de 1960, que o torna admirável com a dublagem realizada.
Aliado aos roteiros bem escritos, repletos de aventuras para a garotada, a dublagem se integrou totalmente e fez parte do grande sucesso.



**SPACE GHOST / PERSONAGENS / DUBLADORES**


*Space Ghost: Arakén Saldanha.

*Jace: Olney Cazarré.
*Jane: Magda Medeiros (1ª voz) e Rita Cleós (2ª voz) -nos últimos 6 episódios.

*Zorak: Older Cazarré.



**DINO BOY NO VALE PERDIDO / PERSONAGENS / DUBLADORES**

*Ugh: Gastão Renné.
*Dino Boy: Magali Sanches (1ª voz) e Maria Inês (2ª voz).


**VAMOS REVER SPACE GHOST**


**VÍDEO 1**





**VÍDEO 2**






**VAMOS REVER DINO BOY NO VALE PERDIDO**


**VÍDEO 1**




**VÍDEO 2**






**Marco Antônio dos Santos**