22 de dezembro de 2011

A DUBLAGEM DO FILME "OS MISTÉRIOS DO ROSÁRIO"



ESCLARECIMENTO:  Através de um amigo da cidade de Fortaleza, recebemos o filme Os Mistérios do Rosário, o qual é dividido em 3 partes: I - O Salvador, II O Redentor e III O Mestre, traçando um painel do nascimento até a crucifixação de Jesus Cristo. Fizemos um levantamento da história da sua produção e a identificação da dublagem realizada pela AIC, a qual foi produzida bem no início do estúdio. Acreditamos, pelos dubladores presentes, que esta dublagem foi realizada em fins de 1962 e início de 1963, porém o seu áudio está perfeito.

Também tivemos a colaboração do Frei "Francisco", este é o nome que prefere ser identificado, da Ordem dos Franciscanos do Estado do Rio de Janeiro, ao qual agradecemos as informações valiosas que nos prestou.


  ** A PRODUÇÃO DO FILME**

O filme teve como seu criador o padre Patrick Peyton, criador da "Cruzada do Rosário em Família", esta série composta por três filmes aborda os 15 mistérios do Rosário. Exibida em mais de 60 países, foi traduzida em 7 línguas, filmada em estúdio de Hollywood e locações na Espanha com elenco de centenas de figurantes, surge com uma das mais poderosas versões jamais produzidas sobre o nascimento, morte e ressureição de Jesus.


Na década de 1950, houve muitas produções épicas e a proposta da Igreja Mexicana era dar a sua versão sobre os fatos que envolveram a vida de Jesus. Assim, o padre Patrick Peyton coordenou todo o trabalho, sendo o intermediário entre a Igreja Mexicana e toda a produção. Dessa forma, acabou conseguindo também a adesão da Igreja Espanhola, onde diversas cenas foram realizadas.

O filme, produzido em 1958, contou com atores mexicanos e espanhois e com técnicos americanos. Um grande feito para época, em termos de co-produções.


Já em 1959, o filme era exibido, no cinema, nos mais diversos países católicos, pelo menos duas vezes ao ano: Páscoa (principalmente) e Natal. Como, na realidade são 3 partes que reúnem o filme, foi fácil exibir apenas  a parte I: O Salvador, no período de Natal, e todas em conjunto, no período da Páscoa.


Anualmente Os Mistérios do Rosário foi exibido durante muito tempo, porém com o propagação da dublagem, a produção acabou também recebendo as vozes do país que era exibido. Segundo nossa pesquisa, a primeira dublagem foi realizada no México, distribuindo para todos os países da América Latina. Também na Espanha o filme recebeu outra dublagem, devido às diferenças idiomáticas existentes entre os continentes.



**A DUBLAGEM NO BRASIL**



No Brasil, a AIC ainda estava engatinhando e realizou a dublagem do filme. Muitos dubladores desconhecidos, que haviam integrado o antigo estúdio Gravasom participaram, além de diversos nomes do início do estúdio, a maioria que teve a sua origem no Rádio. Diversos nomes participam das 3 partes: Henrique Martins, Marcelo Ponce, Wolner Camargo, Neuza Maria, Judy Teixeira, Roberto Barreiros, Rolando Boldrin, Waldyr Guedes, Waldir de Oliveira, Paulo Pereira, etc.


Devido à extensão do filme, alguns dubladores, após o seu personagem desaparecer, retornam para dublar outro, em outro período, pois seria impossível termos dubladores para quase uma centena de atores principais e coadjuvantes.
Este filme, apesar de raro, agora se encontra em dvd, porém não é fácil encontrá-lo.


**Aqui, postamos um trecho de cada parte de Os Mistérios do Rosário e relacionamos os personagens com seus respectivos dubladores**


**PARTE 1 / O SALVADOR**


**PRINCIPAIS PERSONAGENS E DUBLADORES:

 Narrador:  Amaury Costa.
Zacarias: Marcelo Ponce.
Elcaná: Wolner Camargo.
Anjo Gabriel: Arakén Saldanha.
São José: Waldyr Guedes.
Maria: Neuza Maria. 
Jesus, ainda garoto: ??? 
Rabino que conversa com S. José: Rogério Márcico. 
Isabel: Helena Samara. 
Zorah: Osmiro Campos.
Proprietário do estábulo: Paulo Pereira.
Homem das moedas no templo: Dráusio de Oliveira.
Ana: Judy Teixeira.
Simeão: ??? 
Os 3 Reis Magos: ???
Herodes: Dante Ruy.
Dois dos Sacerdotes: José de Freitas e Magno Marino.

** PARTE 2/  O REDENTOR**




**PERSONAGENS PRINCIPAIS E DUBLADORES:

Narrador: Amaury Costa.
Jesus:  Luiz Pini.
Pedro:  Wolner Camargo.
Judas:  Dante Ruy.
Caifás: Roberto Barreiros.
Pilatos: Henrique Martins.
Herodes: Rogério Márcico.
 Barrabás: Marcelo Ponce.
Centurião: Rolando Boldrin.
Participam: Older Cazarré, Marthus Mathias, Osmano Cardoso, Waldir de Oliveira,  Paulo Pereira, Gastão Renné e Wilson Ribeiro.


**PARTE 3 / O  MESTRE**




**PRINCIPAIS PERSONAGENS E DUBLADORES:
Narrador:  Amaury Costa.
 Pedro: Wolner Camargo.
 Caifás: Roberto Barreiros.
 Pilatos: Henrique Martins.
 Maria Madalena: Isaura Gomes.
 Jesus: Luiz Pini.
 João: Waldyr Guedes.
 Tomé: José de Freitas.
 Voz dos Céus: Arakén Saldanha.
 Paralítico: Marcelo Ponce.
 Marta: ???
 Freira e menina que narra a história: Márcia Cardeal.
 Dubladores que participam dublando personagens secundários:
 Marthus Mathias, Muíbo César Cury, Wilson Ribeiro, Arakén Saldanha, Ronaldo Baptista, etc. 


Os Mistérios do Rosário se constitui uma relíquia em termos da história da dublagem da AIC, pois  praticamente quase todos os filmes dublados no início da década de 1960 já não possuem mais a sua dublagem original.
Eis aqui, uma prova de que é possível conservar uma dublagem que possui cerca de 50 anos, basta não ter objetivos escusos como ocorreu com diversas distribuidoras


**Colaboração: J.Lopes
**Agradecimento: Ordem Franciscana do Estado do Rio de Janeiro**


**Marco Antônio dos Santos**

14 de dezembro de 2011

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (12): O TÚNEL DO TEMPO



O Túnel do Tempo foi criado e produzido por Irwin Allen, através da Irwin Allen Production, em associação com Kent Productions, Inc. & Twentieth Century-Fox Television para a rede ABC, com músicas compostas por Johnny Williams. A série iniciou a sua exibição nos Estados Unidos, pela ABC, no dia 9 de setembro de 1966 e teve seu encerramento no dia 7 de abril de 1967, totalizando 30 episódios.
A decisão para o seu cancelamento, segundo algumas informações, teria sido a pouca audiência nos Estados Unidos.

 No mesmo período eram produzidas por Allen, simultaneamente, Perdidos no Espaço e Viagem ao Fundo do Mar. Assim, a fim de baratear os custos da produção, os roteiristas escreviam episódios onde pudessem utilizar o arquivo de filmes da própria Fox, retratando os diversos momentos históricos que os dois cientistas Tony Newman e Doug Phillips presenciavam.


Há também uma teoria de que O Túnel do Tempo foi uma série vítima da própria época que foi produzida, pois além de concorrer com as duas séries de Irwin Allen, no mesmo ano de 1966 estreavam na tv americana Jornada nas Estrelas e Batman. Assim, os americanos ao invés de olharem para os fatos históricos, preferiram a ficção científica e a fantasia de Batman. Nota-se, claramente, que depois de mais de 20 episódios, a ficção científica também entra na série, nos tentando mostrar talvez que seres de outros planetas sempre visitaram a Terra.
Entretanto, esse recurso utilizado por Allen não deu resultado positivo, sendo a série cancelada com apenas uma temporada.


***A  SÉRIE  NO  BRASIL***

No Brasil, ao contrário, a série desde a sua estreia, em meados de 1967, pela extinta TV Tupi, em horário nobre, fez uma legião de fãs. A série, juntamente com outras de Allen, percorreu diversas emissoras abertas durante cerca de 30 anos, com pequenos intervalos de interrupção.

Após ser exibida pela TV Tupi, imediatamente migrou para a TV Record, onde se uniu com as outras séries de Irwin Allen. A TV Record exibiu todas até cerca de 1971. No ano seguinte, O Túnel do Tempo já estava na TV Globo, onde foi exibido diversas vezes. Suas últimas exibições na TV Globo foram em 1977, estreando seu horário matinal e, em 1984, nas madrugadas de sábado para domingo.

Na mesma década, a série era exibida na extinta TV Rio e na TV Guaíba de Porto Alegre, praticamente ao mesmo tempo, entre 1986 e 1988. Em 1989, com o sucesso de Perdidos no Espaço, a TV Gazeta de São Paulo também traz O Túnel do Tempo, exibindo aos domingos por volta das 18h.

Em agosto de 1990, O Túnel do Tempo retorna para a TV Record juntamente com outras séries da década de 1960, inaugurando a sessão Manhã de Aventuras, a fim de preencher um horário difícil, no momento em que a emissora passava pelo processo de alteração do grupo proprietário. Aos poucos, a série foi sendo retirada, mas seus 30 episódios sempre foram exibidos e, em 1992, sai da grade de programação da TV Record.


Em 1993, a tv a cabo estava se instalando paulatinamente no Brasil. Assim, o canal Fox chega e traz todos os seus antigos sucessos de séries. Não poderia faltar O Túnel do Tempo, sendo exibido aos sábados e domingos por cerca de cinco anos consecutivos. Na mesma década, O Túnel do Tempo voltaria à TV Record, agora num horário vespertino de exibição.
Logo que o canal a cabo TCM estreou, foi uma das primeiras séries a serem exibidas.

O curioso é que nesses mais de 40 anos, a série sempre teve o seu público fiel, seus fãs, os quais hoje se valem de dvds caseiros para assistirem às aventuras dos dois cientistas "perdidos nos infinitos caminhos do tempo".

***A  DUBLAGEM  DE  O  TÚNEL  DO  TEMPO**

Praticamente, se perguntarmos aos fãs da AIC, todos dirão que todas as dublagens eram realizadas de forma primorosa. Entretanto, há alguns desenhos, filmes e séries de tv, onde a dublagem da AIC foi uma obraprima.

Uma dublagem realizada em 1967, até hoje possui um áudio nítido, claro, mixagem perfeita. Não há chiados. Tecnicamente continua como estreou na Tv Tupi nos idos de 1967.  Em segundo lugar, coube a Wolner Camargo escalar e dirigir os episódios iniciais. Segundo o dublador Carlos Campanile, foi através de uma indicação de Hélio Porto que fez com que ele ganhasse o seu primeiro protagonista em série.

A dublagem de Carlos Campanile, não mostra de forma alguma que ainda era um novato na profissão. Sua perfomace para Tony Newman é perfeita nos 30 episódios, para todas as situações em que o personagem vivenciou. Um trabalho de Mestre, para quem estava iniciando na dublagem. Evidentemente, Neville George foi extraordinário ao dublar Doug, interpretação e sincronia perfeitas também.


O fato de ter apenas 30 episódios, fez uma com que O Túnel do Tempo, tenha uma das dublagens mais uniformes da época. Não houve praticamente alteração dos dubladores fixos, apenas no finalzinho da série com a dubladora Judy Teixeira.

O que também é uniforme são os dubladores convidados para os episódios: Arakén Saldanha, Borges de Barros, Carlos Alberto Vaccari, Gessy Fonseca, Áurea Maria, Aliomar de Matos, Flávio Galvão, Wilson Ribeiro, Osmar Prado, Hugo de Aquino Júnior e outros, sempre eram alternados pelo diretor de dublagem.
O resultado foi altamente positivo, pois a qualidade artística não caiu em momento algum.

Podemos considerar que a dublagem de O Túnel do Tempo mostra o pleno apogeu do estúdio AIC, em qualidade artística e técnica também, ou seja, numa análise superficial, verificamos que o ano de 1967 traz dublagens exemplares, marcando toda a geração de séries, desenhos e filmes dessa época.

Sem dúvida, é o ano em que a a AIC apresentou talvez os seus melhores trabalhos de dublagem: aqueles que são inesquecíveis em vários aspectos.



ELENCO FIXO E SEUS DUBLADORES:

*James Darrew (Tony Newman): Carlos Campanile.

*Robert Colbert (Doug Phillips): Neville George.

*Whit Bissel (General Kirk): Batista Linardi.

*John Zaremba (Dr. Ray Swain): José Soares.

*Lee Meriwether (Dra. Ann MacGregor):
 Judy Teixeira (do episódio 1 ao 25) e 
*Gessy Fonseca ( do episódio 26 ao 30).

*Wesley Lau (sgt Jiggs): Magno Marino.

*Sam Groom (Jerry):
 Dênis Carvalho (a partir do episódio 3 e depois esporadicamente, até o personagem desaparecer).

*Narração da abertura: Ibrahim Barchini (até o episódio 26).

*A direção de dublagem inicial e escalação desses dubladores coube a Wolner Camargo.

Os dubladores, fixos ou convidados, sempre estiveram no mesmo nível de dublagem. Não se percebe, em momento algum, níveis de qualidade diferentes. Sem dúvida, a dublagem da série, como um todo, não possui qualquer pormenor que a desmereça, muito pelo contrário e, curiosamente, tínhamos um dublador estreando com um protagonista.


Em O Túnel do Tempo, evidentemente, Neville George e Carlos Campanile o são. Porém, a dublagem de Tony Newman nos comove mais, talvez o início da carreira, o tentar fazer o melhor para a dublagem nos direciona para Carlos Campanile como sendo a chave correta escolhida para dublar o personagem.

 A dublagem de Neville George é perfeita, talvez a sua experiência (principalmente no conhecimento da língua inglesa e até como diretor de dublagem), nos deixaram uma dublagem exemplar de Doug, entretanto sempre ao reelembrarmos O Túnel do Tempo, em primeiro plano vem a voz e a interpretação de Carlos Campanile.

Seu primeiro protagonista em série já nos demonstrava que teria uma extensa carreira na dublagem, com diversos trabalhos, mas sempre com a humildade necessária e profissionalismo.

A todos os dubladores que participaram desta série só temos a dizer "Muito Obrigado por este trabalho fantástico"

A Carlos Campanile damos os nossos Parabéns! pelo brilhante início, o qual se prolongou por toda a sua carreira!

**VAMOS REVER 6 EPISÓDIOS DE O TÚNEL DO TEMPO**

**VÍDEO 1**


**O pai de Tony é dublado por Hugo de Aquino Júnior**



**VÍDEO 2**




**VÍDEO 3**



**VÍDEO 4**

**VÍDEO 5**


**VÍDEO 6**

**Fonte de Pesquisa:



* Entrevista dada por Carlos Campanile a este blog em 15/09/2008*


*Grades de programação de tv de jornais antigos*


*Acervo Pessoal*


**Marco Antônio dos Santos**

1 de dezembro de 2011

MEMÓRIA AIC (14): O HOMEM DE VIRGÍNIA


The Virginian ou O Homem de Virginia era uma série de TV do gênero western centrada por volta de 1880, numa pequena vila de Wyoming chamada Medicine Bow, onde chega um misterioso vaqueiro chamado por todos de "O Homem de Virginia" e logo é contratado pelo juiz da cidade, Henry Garth como seu capataz em seu rancho em Shiloh.

Lá, ele conhece a filha adotiva do juiz chamada Betsy Garth e um outra empregada chamado Molly Wood. Como capataz ele passa a usufruir de grande respeito e consideração por parte dos vaqueiros, ajudantes e administradores. No rancho, ele toma como um grande aliado um sujeito chamado Trampas, outro ajudante de rancho, que por muitas vezes acaba se metendo em encrencas por envolver-se com as mulheres.

A série durou cerca de oito anos e seu grande diferencial em relação as outras produções do gênero, era que cada episódio tratava de um tema diferente e aprofundando o caráter dos personagens, funcionando como uma grande novela de faroeste.

**O elenco inicial da série**


Todos os capítulos seguiam a linha de introdução e tratavam de temas de cunho moral, sobre a justiça ou relações humanas. Produzida entre 1962 e 1971, teve um total de 249 episódios, que possuíam cerca de 70 minutos de duração, impraticável para as nossas emissoras abertas atualmente.

Conforme as nossas pesquisas, as poucas temporadas exibidas no Brasil, ainda possuem a dublagem, uma vez que a série foi produzida pela Universal, porém nem nas madrugadas, o canal a cabo Universal Channel exibe.


Dubladores / AIC 

James Drury (The virginian): Wilson Ribeiro.
Lee J. Coobb ( Juiz Henry Garth): Borges de Barros.
Doug McClure (Tramps): Flávio Galvão.
Gary Clarke (Steve Hill): Marcelo Gastaldi.
Roberta Shore (Betsy Garth): Aliomar de Matos.



A 1ª temporada de O Homem de Virgínia foi dublada pela Herbert Richers, entretanto, esta foi redublada pela AIC, em 1967, a qual dublou mais duas temporadas.

 Aliomar de Matos que chegou à AIC nesse ano, assumiu a mesma personagem que dublara no estúdio Herbert Richers.
Talvez, um dos primeiros casos de que se tem notícia de uma redublagem, mas ignoramos totalmente as razões de tal fato.

 O Homem de Virgínia estreou na extinta TV Tupi e somente foi exibido nessa emissora. Não conseguimos nenhuma confirmação de alguma outra emissora a ter exibido.



Infelizmente, mais uma grande série de tv, com roteiros altamente bem escritos, ótima produção, que poderia ainda ser assistida, através de alguma tv a cabo.

O Homem de Virgínia foi exibido na década de 1970 pela TV Difusora de Porto Alegre, emissora esta que fazia parte da REI (Rede de Emissoras Independentes), da qual a TV Record - SP fazia parte e também a TV Rio, porém não conseguimos localizar, em nenhum momento, a sua transmissão pela TV Record de São Paulo.

Em 1972, há fontes que indicam ter sido exibida pela TV Bandeirantes, pela primeira vez a cores no Brasil.

**VÍDEO 1: Propaganda introdutória dos patrocinadores da série O Homem de Virgínia**



**VÍDEO 2: Abertura da 1ª temporada de O Homem de Virgínia**



**VÍDEO 3: Trecho da 1ª temporada dublada pela Herbert Richers, abertura narrada por Milton Rangel**


**VÍDEO 4: Abertura dublada da série, narrada por Carlos Alberto Vaccari**



**Marco Antônio dos Santos**