18 de outubro de 2014

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (24): A FEITICEIRA / PARTE 2



Há 50 anos encantando fãs por diversos países.

A 3ª temporada de A Feiticeira alcançou o sétimo lugar na audiência americana, com uma média de 23.4 pontos.
 A 4ª temporada (lançada em 07/09/67) e a 5ª temporada (lançada em 26/09/68) alcançaram o décimo primeiro posto, com as médias de 23.5 e 23.3 pontos, respectivamente.

A 3ª temporada trouxe a grande audiência das duas primeiras. Além disso, a tv americana uniformizou, a partir do 2º semestre de 1966, que todas as produções fossem produzidas a cores.
Algumas séries, cujas audiências não estavam bem foram canceladas, uma vez que a tv a cores já havia entrado em operação desde 1959, sendo a série Bonanza totalmente produzida colorida desde essa data.

Com a chegada das cores na 3ª temporada, houve a necessidade de se aprimorarem novos efeitos especiais, assim os roteiros ficaram mais dinâmicos e muito mais feitiçarias puderam ser realizadas.

Segundo os pesquisadores e estudiosos americanos sobre a série,  todos são praticamente unânimes que a 3ª, 4ª e 5ª temporadas foram o auge de A Feiticeira em diversos aspectos:



 "Com as cores e mais efeitos especiais, os roteiristas puderam criar enredos muito criativos e adicionaram mais personagens, mais parentes de Samantha surgindo com diversas bruxarias.
Tanto Elizabeth Montgomery como Dick York fixaram de vez uma química entre seus personagens, além da fantástica presença de Agnes Moorehead.
Há episódios extremamente bem escritos e cativantes com a presença de Tio Arthur, os pais de James, as atrapalhadas de Tia Clara, a presença de Maurice, o surgimento de um médico feitiçeiro (Dr. Bombay) e a participação, cada vez maior da prima Serena (personagem que Elizabeth Montgomery adorava interpretar).
Tábatha se revela uma bruxinha e começa a causar problemas também para os pais.



 Além desta galeria, havia a presença constante de Endora, os problemas com Larry Tate e os vizinhos Gravitz ganham mais espaço dentro dos roteiros"

"É difícil determinar quais episódios foram melhores, pois quase todos seguiram a mesma linha, mas sem dúvida há alguns muito hilários como: "Bruxas e Feiticeiros são o meu fraco", "A Vaca Leiteira", "A Vingança do Feiticeiro", "A Pipoca Encantada", "O Julgamento de uma Feitiçeira", "O Amuleto", enfim seria uma longa lista".

"As duas primeiras temporadas, apesar de terem obtido uma audiência maior, foram como um "grande laboratório" e alavancaram os melhores episódios de A Feiticeira."

OBS> Os títulos dos episódios foram traduzidos de acordo com a dublagem da AIC.
             

Para a elaboração dos novos roteiros, houve uma diversidade de situações, a fim de se evitar a repetição de um mesmo convidado, com exceção de Endora, que era do elenco fixo da série.

Como parte de concepção da série, Samantha teria uma mãe, que simplesmente repudiaria seu casamento com o pobre mortal. Endora foi responsável por diversos feitiços sobre James, deixando-o sempre em situações muito embaraçosas, mas no episódio "A Estranha Doença", fica claramente demonstrado que Endora seria uma sogra muito pior sem os seus feitiços, a ponto de James querer chamar um táxi para que a levasse.


 Os Stephens tinham um casal de vizinhos – Abner e Gladys Kravitz (George Tobias e Sandra Guold).
Abner vivia como um aposentado – ora vendo TV, ora lendo jornal – enquanto que Gladys dedicava boa parte de seu tempo a bisbilhotar a vida dos outros. Gladys Kravitz via a todas as bruxarias, mas era tida como "desequilibrada" por Abner, o que sempre rendia boas gargalhadas.


 Como Samantha vinha de uma família de feiticeiros, há que se registrar também a criação dos personagens que em verdade eram seus parentes.

Assim sendo, desenvolveram os personagens de Tia Clara (Marion Lorne) que agora ganhou muito mais episódios rendendo grandes confusões, a personagem ainda estava um pouco tímida nas duas primeiras temporadas, mas com novos roteiros as confusões ganharam um grande porte. Tia Clara era uma bruxa com muita idade e isso fazia com que suas mágicas não funcionassem a contento.


 Maurice - pai de Samantha (Maurice Evans), era divorciado de Endora e adorava fazer citações teatrais, uma situação avançada para a época (pais separados numa série de tv), mas que com as bruxarias ficava um pouco despercebida e a censura americana acabou não se importando.


 Com o decorrer da série a família de bruxos revelou também ter um médico especialista. Tratava-se do Dr. Bombay, vivido pelo ator Bernard Fox. Foi criado para um episódio da 3ª temporada e acabou ficando até o término da série, sempre suas curas trazendo um efeito colateral pior.


Vale ainda lembrar que o ator Paul Lynde (tio Arthur) já havia participado, como tio de Samantha, num episódio da 2ª temporada, mas foi ganhando mais espaço nos episódios seguintes. Segundo a crítica americana, Paul Lynde teria participado de apenas 11 episódios, mas a sua atuação foi tão marcante que nos parece que esteve em muito mais episódios.


Por fim, Samantha teria uma prima chamada Serena, interpretada pela própria Elizabeth Montgomery. Para interpretar a personagem ela usaria uma peruca com cabelos pretos. O primeiro episódio com Serena pertence a 2ª temporada da série, no qual nos parece que a personagem nunca mais voltaria. Mas foi a partir da 4ª temporada que Serena foi retornando cada vez mais, até o final da série, sempre com seu humor duvidoso, sarcástico e aprontando muita confusão, é lógico, para James.




Do lado da família de James Stephens foram desenvolvidos apenas os personagens de seus pais, vividos por Robert F. Simon e Mabel Albertson. Quando Robert F. Simon não estava disponível, era substituído pelo ator Roy Roberts.



Os roteiristas acabaram se concentrando mais na sogra de Samantha, Phyllis, devido a sua personalidade acabava sempre tendo "enxaquecas", após ver algum fato estranho. Além disso, havia uma certa concorrência com Endora, as quais sempre trocavam farpas entre si e, para piorar a situação, Phyllis tinha ciúmes de Frank com Endora !

**ALGUMAS CURIOSIDADES***

1 - A Feiticeira foi a 1ª série americana a mostrar um quarto com uma cama de casal (algo que era censurado até então). Entretanto a censura americana exigiu que as cenas, na sua grande maioria, fossem conversando, ou sempre se levantando da cama, assim como deveriam ser cenas muito curtas. O curioso é que para os vizinhos Kravitz a cama de casal não foi liberada, uma vez que já eram mais velhos do que o casal Stephens e não ficaria de bom tom esse tipo de cenário.

2 - O ator Bernard Fox (Dr. Bombay) em uma determinada cena, acabou queimando a sua calça, devido a uma explosão que mostrava a sua chegada na casa de Samantha. A fumaça era produzida por um pouco de pólvora, mas houve um equívoco e a quantidade colocada foi maior. O ator não chegou a ficar ferido, mas teve que trocar de figurino.

3 - No episódio "Um Poder Maior", da 5ª temporada, Serena e Tio  Arthur vão trabalhar numa fábrica de bananas carameladas e aprontam a maior confusão e sujeira com bananas e a calda de chocolate. Essa cena foi claramente baseada no episódio "Job Switching/Troca de Tarefas", o primeiro da 2ª temporada de "I Love Lucy" (1951-1957), onde Lucy (Lucille Ball) e Ethel (Vivian Vance) vão trabalhar numa fábrica de bombons e nos divertem com a incontrolável esteira que traz os doces. O diretor de ambos os episódios foi William Asher, um dos pais das duas séries.

**PROBLEMAS  SURGEM NO TRANCORRER DO 
SUCESSO**

1 - Em 05/09/68 a atriz Marion Lorne, que vivia a doce e atrapalhada Tia Clara, faleceu de um ataque cardíaco. O último episódio em que atuou pertence a 4ª temporada, "Gente do Outro Mundo" e foi levado ao ar em 18/04/68. Ao invés de substituírem a atriz por outra no mesmo papel, optaram por contratar Alice Ghostley no papel da também atrapalhada Esmeralda, mas isso só ocorreria a partir da 6ª temporada.

Dessa forma, na 5ª temporada, os roteiristas elaboraram mais episódios com Serena, mas perceberam que a ausência de uma personagem atrapalhada nas feitiçarias deixou uma grande lacuna, por isso, a partir da 6ª temporada entra Esmeralda, uma empregada que sempre errava em seus feitiços. 


2 - O maior problema da série foi a doença de Dick York.

Durante as gravações da 5ª temporada, Dick York começou a ter problemas mais sérios com relação a sua saúde. Em 1959, durante as filmagens do longa “Heróis de Barro”, ele se envolveu num acidente com um daqueles vagões sobre trilhos que serviam para transportar o minério em minas de extração.

Em cena, York ergue o vagão cheio de pessoas; em seguida o diretor encerra a tomada, mas York continua erguendo o vagão. O peso então cai sobre ele, e o ator sofre aí um rompimento dos músculos de todo o lado direito das costas, uma grave lesão que jamais o abandonaria, se transformando para sempre num sério problema de saúde e lhe trazendo dores e mais dores na coluna.

Agora, em 1968, o problema se agravara muito e York passava por fortes dores e dificuldades físicas. Episódios tiveram que ser reescritos sem a sua presença.

A saída encontrada pelos produtores da série para camuflar as ausências de York, foram eventuais viagens que ele fazia a trabalho, para a agência de publicidade McMann & Tate. No total, dos 30 episódios desta temporada, em 7 deles James não estave presente, sempre viajando.


Num dia do mês de dezembro de 1968, York gravava cenas do episódio “Teimoso Como Uma Mula”, um dos últimos da 5ª temporada. Sentindo fortes dores, no horário de almoço o ator foi ao médico e tomou uma injeção para aliviá-las. Ele não havia dormido bem na noite anterior e mal comera naquele dia. Voltando ao estúdio, havia uma cena onde York precisava ser suspenso sobre uma plataforma, ao lado de Maurice Evans. Porém, ao subir da plataforma, ele sente-se tonto e pede para descer. Enquanto a equipe baixava a plataforma, o ator desmaia para o espanto de todos no set, e é levado às pressas para o hospital. 

Depois do ocorrido, numa entrevista, York desabafou: “Aquele foi o pior dia da minha vida, porque pensei que havia falhado com todos. Esta foi a única coisa que comecei e não terminei. Me senti culpado, senti vergonha e deixei todos na mão”.

Ficou claro que o ator não tinha mais condições físicas para continuar na série, e foi decidido então o seu afastamento. A temporada seguinte (6ª), que estreou 5 meses após o fim desta, trouxe um novo ator interpretando James – a escolha foi Dick Sargent, que seguiu com o personagem pelos três próximos anos.

**A DUBLAGEM DA AIC**

 O final da dublagem da 2ª temporada ocorreu no 1º semestre de 1966. A TV Globo não manifestou interesse em continuar com a sua exibição. Sendo assim, a TV Excelsior, praticamente líder de audiência em São Paulo, decidiu exibir a série novamente e adquiriu os direitos da 3ª temporada.

A dublagem da 3ª temporada começou bem no início de 1968 e, enquanto isso, eram exibidos os episódios das duas primeiras.

Devido ao intervalo de tempo, agora se encontra uma outra situação dentro da AIC: Older Cazarré é o novo Diretor Artístico do estúdio e, segundo palavras de Helena Samara, foi ele quem a escalou para dublar Endora definitivamente, uma vez que Gessy Fonseca havia se transferido para o Rio de Janeiro.




Segunda a dubladora nos confessou, ele disse a ela: "Agora você vai dublar uma sogra daquelas, uma bruxa mesmo, que atormenta o genro, bem distante da Wilminha de Os Flintstones"


Older Cazarré tentou uniformizar os dubladores para os personagens de James e Endora e também para os que estavam surgindo. Como Sérgio Galvão e Gervásio Marques estavam com outros projetos particulares, Older apostou em seu irmão mais novo Olney Cazarré, o qual fez uma dublagem brilhante do personagem.

Olney Cazarré tendo a mesma veia artística de seu irmão, ingressou na AIC em 1964, ainda com 19 anos de idade, dublando pequenos personagens em desenhos e atores convidados. Percebendo a sua extraordinária competência, Older Cazarré tinha como meta que além de dublar James, ele também começaria a dirigir a série e foi com a 3ª temporada o seu aprendizado.

 Já a partir da 4ª temporada, Olney Cazarré era ofialmente o diretor de dublagem de A Feiticeira, além de dublar James e outros personagens em desenhos, filmes e convidados em séries.



Dessa forma, Rita Cleós (que já havia começado em meados da 2ª temporada), Helena Samara e Olney Cazarré nos proporcionaram um trio de extrema qualidade, algo que se destacou muito na série. Conforme Helena Samara afirmou, "eles ficaram totalmente interligados e sempre trocaram ideias para melhorar a dublagem como um todo".
O público, devido às temporadas em preto e branco terem desaparecido durante cerca de 40 anos, se habituou extremamente com essas vozes para os personagens principais.

Older Cazarré também escalou João Ângelo para Maurice, Sílvio Matos para Tio Arthur, Noely Mendes para Tia Clara, Aliomar de Matos para Tábatha e manteve Waldyr Guedes para Larry Tate, embora na 3ª temporada este tenha se afastado por um período, a fim de se dedicar a participação de um filme, mas este personagem sempre o recebeu de volta.

Raymundo Duprat o substituiu por um período até que Waldyr Guedes retornasse.



Além disso, permaneceram a excelente dublagem de Isaura Gomes e Xandó Batista para os vizinhos Gravitz e Judy Teixeira para Louise Tate.

Olney Cazarré , na 4ª temporada, efetuou pequenas alterações, como por exemplo, escalar a própria Isaura Gomes para dublar a mãe de James (Pyllys), com uma voz empostada, ninguém naquela época imaginaria que também dublava a sra. Kravitz, um trabalho magnífico desta excelente dubladora.




Outra inovação de Olney Cazarré foi quanto à voz da prima Serena de Samantha.  Observando que a personagem sempre tinha um tom de superioridade, um tanto arrogante, pediu para que Rita Cléos desse uma empostação arrogante a voz, algo que, definitivamente, marcou a personalidade de Serena em contraponto com a de Samantha.


**CURIOSIDADE SOBRE UMA TRADUÇÃO**

A própria Rita Cleós foi a tradutora do episódio "O Verso e o Reverso", da 5ª temporada. Samantha, enfeitiçada, passa boa parte do episódio falando frases sempre rimadas. Porém, não haveria correspondência do inglês para o português – se a tradução tivesse sido feita ao pé da letra, literalmente, não haveriam as rimas em nossa língua. Rita Cleós então, numa jogada de mestre, criou várias frases rimadas, tendo o cuidado também de acompanhar a sincronia labial da personagem.



Aqui, reproduzimos uma entrevista com Rita Cleós, realizada em 18 de novembro de 1981, já postada neste blog, onde ela menciona o fato:


**Quando você assumiu a personagem Samantha, a rotina da sua vida mudou muito ?

R: Muito, completamente. Em primeiro lugar eu não tinha mais tempo para traduções, porque além de ter muitas cenas para dublar, eu ainda fazia novelas na Excelsior. De vez em quando outro diretor me escalava para algo, convidado em série, algum desenho (embora eu não gostasse de dublar desenhos) e, infelizmente,  dublei poucos filmes devido a isso tudo. Mas como a série foi muito longa, nós viramos uma família muito querida. Aprendi muito com o Olney, fantástico diretor, dublador e foi ele que me disse: " Rita essa voz da prima Serena não está boa, ela é toda diferente, a voz também deve ser, meio arrogante, um ar de superioridade". Eu nunca fui uma dubladora de fazer muitos falsetes e aí empostei a voz, dei risadas diferentes e ele achou ótimo. Mas todos que participaram estavam com muita dedicação, tenho saudades quando vejo na tv algum episódio.


**Algum fato interessante marcou a dublagem de A Feiticeira ?

R: Sim ! Eu traduzi um episódio da série. E foi um grande desafio. O Olney já havia assistido em inglês, viu o texto e me procurou dizendo: eu acho que só você consegue traduzir isto. Era uma história onde Samantha fica com uma doença e os sintomas são falar rimando. Não havia como fazer quase nada de correspondência entre as línguas. A minha sorte é que no episódio citavam que as rimas eram muito pobres, fracas. Aí, começei a fazer essas frases rimadas e algumas foram muito ruins, mas ficou engraçado. Eu me lembro que utilizei a palavra "tetéia" só para poder rimar com geléia e por aí foi.  Eu mesmo ria das rimas horríveis que criava...

**A dublagem de A Feiticeira é marcada por uma extrema qualidade !!


**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS da 3ª TEMPORADA**

*EPISÓDIO: "Quando as feiticeiras discutem"

**Neste episódio, Sílvio Matos e Helena Samara desempenham um trabalho brilhante, além de Isaura Gomes como a fofoqueira sra. Kravitz**



*EPISÓDIO: "O Julgamento de uma Feiticeira"

**Neste episódio, temos a excelente dublagem de Noely Mendes para tia Clara, além de Sílvio Matos dublando o Juiz, Isaura Gomes para tia Encantha e Dulcemar Vieira para tia Hagatha.**



**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS da 4ª TEMPORADA**

**EPISÓDIO: "A VINGANÇA DO FEITICEIRO"

**Neste episódio, Rita Cleós e Olney Cazarré estão perfeitos. A dublagem ainda conta com Bruno Netto dublando o feiticeiro, além de Waldyr Guedes e Carlos Alberto Vaccari proporcionarem um show à parte.**



**EPISÓDIO: "O AMULETO"

**Neste episódio, James acredita que possui poderes mágicos e o seu comportamento se altera totalmente.
A dupla Olney Cazarré e Sílvio Matos nos dão uma "aula" de uma dublagem inigualável.**


**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS DA 5ª TEMPORADA**

**EPISÓDIO: UM PODER MAIOR"

**Neste episódio, o ator Dick York não participou, devido aos seus problemas de saúde.
Assim, o roteiro mostra Serena e Tio  Arthur indo trabalhar numa fábrica de bananas carameladas e aprontam a maior confusão e sujeira com bananas e a calda de chocolate. Essa cena foi claramente baseada no episódio "Job Switching/Troca de Tarefas", o primeiro da 2ª temporada de "I Love Lucy" (1951-1957), onde Lucy (Lucille Ball) e Ethel (Vivian Vance) vão trabalhar numa fábrica de bombons e nos divertem com a incontrolável esteira que traz os doces.


**EPISÓDIO: "TEIMOSO COMO UMA MULA"

**Este é o episódio em que Dick York desmaia e necessita ser socorrido para um hospital. 
A finalização somente ocorreria algum tempo depois.
Destaque para o dublador Sílvio Navas dublando Maurice, o pai de Samantha.**





**VEJA NA PARTE 3:


**Dick Sargent entra para interpretar James**
**Os problemas com a audiência**
**Algumas curiosidades sobre a série**
**Olney Cazarré e a dublagem de A Feiticeira**
**A série mais longa dublada pela AIC**


**COLABORAÇÃO: Thiago Moraes.

**Marco Antônio dos Santos**

28 de setembro de 2014

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (23): A FEITICEIRA / PARTE 1


A 17 de setembro de 1964 estreava a série A Feiticeira. Um sucesso que perdura nos Estados Unidos e que possui milhares de fãs no Brasil !

O projeto da série A Feiticeira teve seu inicio logo após o terceiro casamento de Elizabeth Montgomery, em 1963, com Willian Asher, por quem se apaixonou durante a filmagens de "Johnny Cool", num filme dirigido por ele. Desde algum tempo Elizabeth vinha expressando seu desejo de se aposentar como atriz, ter filhos e levar uma vida familiar normal. Asher então sugeriu que eles poderiam trabalhar juntos em uma nova série para a televisão, e assim passaram a idealizar esse projeto.

Pouco tempo depois, estava pronto um projeto em que mostrava o dia a dia de um frentista de um posto de gasolina, casado com mulher da alta sociedade. Os conflitos gerados por essa união seriam o tema da série. Asher apresentou essa proposta para William Dozier, da Columbia Television, que não se entusiasmou com a proposta, pois um projeto semelhante havia sido apresentada em 1961, por outro produtor, Harry Ackerman, em que mostrava os conflitos de um publicitário casado com uma bela feiticeira.

Willian Asher gostou dessa proposta de Ackerman e  ambos resolveram levar adiante o projeto. Coube ao escritor de comédias, Sol Saks criar e escrever o episódio piloto da série.

Para escrever e montar os personagens de A Feiticeira, Sol Saks inspirou-se no clássico de 1942, "I Married a Witch" (Eu casei com uma bruxa), estrelado por Fredric March e Veronica Lake e num filme de 1958 chamado "Bell, Book, and Candle" com James Stewart e Kim Novak. Ambos os filmes contavam histórias de típicos homens americanos que ficam apaixonados por bruxas jovens, que tinham escolhido viver no reino mortal. "I Married a Witch" foi baseado no livro de Thorne Smith, The Passionate Witch, enquanto que "Bell, Book, and Candle" era baseado numa música de John Druten.


**Elizabeth Montgomery e William Asher**

Saks comentou as semelhanças entre os dois filmes com A Feiticeira no documentário E! True Hollywood Story. Contou também não estar preocupado utilizar essas duas semelhanças, pois ambos os filmes pertenciam a Columbia Pictures e a Screen Gems era uma divisão da Columbia para a televisão, por isso ela não iria colocar empecilhos em utilizar esses temas. Sol Saks declara em seu livro, The Craft of Comedy, de que a ideia de utilizar bruxas vivendo com mortais, já era bastante usada na mitologia grega, em contos de fadas, em romances e também no cinema. A única originalidade de A Feiticeira, foi a de ser o primeiro a adaptar este conceito para a televisão. 

Para interpretar Samanta, Saks tinha inicialmente escolhido Tammy Grimes, que ele havia visto em um filme e imediatamente gostado, mas a atriz estava ocupada com um musical. Saks estava até disposto a esperar pela atriz, mas os executivos da Screen Gems, não. Por outro lado, Saks também, até o momento, não havia solucionado certos problemas da sua personagem principal, que era de encontrar a maneira correta de Samantha manifestar sua magia. No filme Bell, Book and Candle, por exemplo, a bruxa interpretada por Kim Novak, tinha um gato para realizar sua magia.

**Sol Saks (1910-2011)**

Conta-se que a solução desse problema veio de William Asher.
 Elizabeth Montgomery, quando ficava nervosa fazia um certo movimento com o nariz.  Asher pediu para que Elizabeth o mostrasse a  Saks e este percebeu que aquilo era o que procurava e, imediatamente, incorporou o gesto à personagem de Samantha.

Após escolha de Elizabeth como atriz principal, os produtores procuraram um ator para fazer par com ela. Inicialmente foi cogitado o nome de Richard Crenna, que no momento estava ocupado em outro trabalho e depois Dick Sargent que também não pode aceitar o papel por estar indisponível naquele momento. Após uma série de testes Dick York acabou ganhando o papel.


A maior dificuldade foi em encontrar uma atriz para interpretar Endora, mãe de Samantha, pois a maioria das pessoas cogitadas não encaixava em seu perfil. Conta-se que Elizabeth Montgomery encontrou casualmente dentro de uma loja nos Estados Unidos, uma antiga colega. As duas conversaram sobre o projeto, ela fez o convite e Agnes aceitou.




O episódio piloto foi gravado no final de 1963, logo após o assassinato de John Kennedy. Embora o clima fosse de tristeza pelo acontecimento, os trabalhos se desenvolveram naturalmente.
 O episódio mostra como Samantha e James se conheceram, o casamento e a revelação feita a James de que acabara de se casar com uma feiticeira.
 Embora o piloto tenha agradado aos executivos de produção da ABC, não estava muito fácil vender o programa, já que determinadas pessoas temiam levar ao ar uma série que só tratava de feitiçarias e bruxarias. Foi quando os executivos da Quaker e da Chevrolet visitaram os estúdios e decidiram patrocinar o projeto.



**Cena do episódio piloto / Produzido em novembro de 1963**


A série estreou nos Estados Unidos em 17/09/1964. A identificação com o público foi instantânea.
 Em pouco tempo "A Feiticeira" estava em segundo lugar na audiência, com uma média de 31 pontos, só perdendo para "Bonanza". Apesar disso, o programa era produzido em preto e branco e assim permaneceria também durante a segunda temporada, levada ao ar a partir de 16/09/1965. A segunda temporada alcançou a sétima colocação na audiência com uma média de 25.9 pontos.
 Somente da terceira temporada em diante ela passou a ser filmada a cores.

Embora Sol Saks tenha escrito uma quantidade enorme de textos que contribuíram para A Feiticeira, o seu nome apareceu somente nos créditos de um episódio, mas ele entregou sabiamente seus personagens nas mãos de grandes escritores como Barbara Avedon, Ed Jurist, Bernard Slade, Michael Morris e Richard Baer, entre outros.
 Cada um contribuiu enormemente na criação de belíssimos textos e de novos personagens no desenrolar dos 254 episódios da série. Saks foi sem dúvida, um dos grandes responsáveis pelo sucesso da série.


Durante as filmagens do programa piloto da série A Feiticeira, em dezembro de 1963, Elizabeth anunciou que estava grávida de seu primeiro filho que nasceu no dia 24 de julho de 1964. As filmagens da série iniciaram-se em setembro daquele mesmo ano e se tornou um grande sucesso que durou oito anos. Mais duas gravidez ocorreram durante as filmagens, uma em 5 de outubro de 1965 e a outra em 17 de junho de 1969. Estes mesmos nascimentos coincidiram com os nascimentos na televisão de Tabatha e Adam Stephens, respectivamente.

Alguns bebês foram utilizados no seriado para representar Tabatha: Cynthia Black, as irmãs Heidi e Laura Gentry, em seguida Tamar e Julie Young. Quando Tabatha ficou um pouquinho maior passaram a utilizar as gêmeas Erin e Diane Murphy. 

Tudo corria maravilhosamente bem até o final da segunda temporada quando começaram a surgir os problemas. No final da 2ª temporada, em 03 de março de 1966, Alice Pearce, a atriz que interpretava a vizinha bisbilhoteira Gladys Kravitz, faleceu. Ela já estava com câncer quando começou a participar da série, mas apesar dos tratamentos ela foi piorando com o decorrer do tempo.

Participou de 28 episódios, estando presente entre os capítulos 2 ao 74. Sua última aparição na série aconteceu no episódio "O Prodígio",
 apresentado pela primeira vez em 09 de junho de 1966 pela televisão americana. Pelo seu trabalho em A Feiticeira, recebeu um Emmy, póstumo, no mesmo ano de seu falecimento. Sua personagem foi substituída pela atriz Sandra Gould que a interpretou até o final da 7ª temporada.


**Alice Pearce e Sandra Gould (as duas intérpretes da Sra. Kravitz)**

Irene Vernon, a atriz que interpretava a esposa do patrão de James, Larry Tate, resolveu sair do seriado, por estar insatisfeita com seu personagem. Depois da série, não conseguindo um bom papel para desempenhar, resolveu abandonar a carreira e passou a trabalhar no ramo imobiliário, onde segundo consta deu-se muito bem. Em seu lugar foi colocada a atriz Kasey Rogers que continuou a interpretar a personagem até o encerramento da série.


**Irene Vernon e Kasey Rogers (as duas intérpretes de Louise Tate)**


**CURIOSIDADES DA 1ª e 2ª TEMPORADAS**

1 - A abertura da série foi realizada pelo estúdio Hanna-Barbera, o qual tinha o direito para um futuro desenho animado.
 O desenho nunca chegou a ser produzido, mas Samantha e James participam de um episódio da 6ª temporada de Os Flintstones, como vizinhos.
Na dublagem deste episódio, Samantha é dublada por Joferraz e James por Carlos Campanile.



2 - Paul Lynde participa da 1ª temporada interpretando o personagem Harold, um instrutor de autoescola para Samantha no episódio "Carros não são vassouras". Sua afinidade com equipe foi tão intensa que já na 2ª temporada ganha o personagem tio Arthur.



3 - Os episódios da 1ª temporada de números 14 e 15, "Uma Nora Excepcional" (filmado em novembro de 1964 e levado ao ar originalmente em 17/12/1964) e "O Lado Bom da Ilusão" (também filmado em novembro de 1964 e levado ao ar na semana seguinte ao outro, em 24/12/1964) foram reexibidos nos Estados Unidos na 2ª temporada, devido a segunda gravidez de Elizabeth Montgomery.
O de Natal, voltou ao ar exatamente um ano depois, em 23/12/1965, véspera do Natal seguinte.
 O de quando os sogros conhecem Sam foi reexibido um ano e um mês depois, em 27/01/1966.
Daí a idéia de se reprisar o excelente episódio da 1ª temporada acrescido de uma introdução que redireciona para um flashback.



**Episódio: "O Lado bom da ilusão" com Billy Mumy**


Quanto ao outro episódio, "Uma Nora Excepcional", foi reexibido em janeiro de 1966. Elizabeth Montgomery já havia voltado a gravar no mês anterior (10 de dezembro de 1965), e seguiu gravando outros episódios em janeiro de 1966. De repente, no dia 27 de janeiro reprisam mais este, também acrescido de uma nova introdução que remete a um flashback. Provavelmente, devida a pouca frente de episódios filmados devido à gravidez de Liz, assim, como a reexibição do episódio de Natal foi bem aceita decidiram escolher mais uma história marcante para reprisar, numa época em que Liz estava com o segundo filho em seus primeiros meses de vida.

**Os pais de James conhecem Samantha**

4 - Alice Gostley interpreta a empregada Naomi Hogan no episódio "Mágicas bem empregadas" da 2ª temporada. A atriz retornaria a partir da 6ª temporada com a personagem Esmeralda, a empregada atrapalhada em suas feitiçarias até o término da série.

5 - Bernard Fox participa do episódio "Feitiço contra feiticeiro" da 2ª temporada, interpretando o personagem Osgood Rightmire, um caçador de feiticeiras e feitiços. Já na 3ª temporada ganha o personagem Dr. Bombay, que sempre tratava das doenças esquisitas de Samantha.



6 - Alice Pearce teve o diagnóstico de câncer sem cura antes mesmo de "A Feiticeira". Manteve a doença em segredo até onde conseguiu. Interpretar Gladys Kravitz foi uma grande terapia pra ela, ao invés de se trancar em casa esperando a morte. Preferiu trabalhar ao se entregar ao câncer. E encerrou sua carreira e sua vida com chave de ouro, pois foi uma personagem gigantesca, muito bem desenvolvida e aproveitada nas duas primeiras temporadas de A Feiticeira.


**O excelente desempenho de Alice Pearce**


O definhar dela na série é claro.
 Quando faleceu pesava cerca de 35 quilos.
Jerry Davis, produtor, é testemunha de que Alice trabalhou até o dia em que não podia mais ficar de pé: "Nós então já sabíamos que ela estava doente mas nunca falamos sobre isso com ela, porque vimos que era desse jeito que ela queria. Ela fez a sua última aparição em frente às câmeras no dia 21 de janeiro (ela faleceu no começo de março). O último episódio em que ela aparece foi ao ar uma semana depois que ela se foi. Todos nós o vimos. Todos nós choramos".
O último episódio de A Feiticeira gravado por ela é "Preciosidade Encantadora", no qual Endora faz Tábatha falar para o espanto de Gladys Kravitz. As gravações terminaram em 21 de janeiro e ela faleceu em 03 de março, apenas 40 dias depois.


**A FEITICEIRA NO BRASIL**

A Feiticeira percorreu diversas emissoras abertas e até a cabo. Praticamente, teve poucos intervalos fora das telas de nossa televisão.



1965 - estreia no Brasil, entre janeiro e agosto, na TV Paulista (futura TV Globo) que exibe as duas primeiras temporadas.

1966 - 1967 -  continua na TV Globo.
1968 - 1969 - estreia na TV Excelsior, que exibe a 3ª temporada inédita.

1970 -
estreia na TV Record, que exibe a 4ª, 5ª e 6ª temporadas, inéditas.

1971- 1973
continua na TV Record, que exibe a 7ª e 8ª temporadas inéditas.

1973 - 1974 -
vai pra TV Tupi, que exibe a série pela 1ª vez a cores.

1975 -
vai pra TV Globo, que exibe os episódios coloridos enquanto a TV Cultura/SP exibe, ao mesmo tempo, as duas primeiras temporadas em preto e branco.

1976 -
continua na TV Globo, que não a exibiu apenas neste ano.

1977 - 1981  
continua na TV Globo.

1982 - 1984 -
vai pra TV Record.

1985 / 1986 fora do ar.

1987 - 1991
exibida pela TV Bandeirantes.

1992 a 1995 -
fora do ar.


1996 - 2001 o canal a cabo Warner exibe as cinco primeiras temporadas, porém diversos episódios não são exibidos.

1999 - 2003
exibida agora pela recém-fundada RedeTV! (antes Rede Manchete). Pela 1ª vez, as duas primeiras temporadas voltam a ser exibidas, agora colorizadas.

2004-2005 -
continua na RedeTV!, e é exibida também pelo Canal 21

2006 -
continua na RedeTV!, reestreando dia 06/04, depois de algum tempo fora do ar.

2007
- continua na RedeTV! até o dia 07/04, quando sai do ar em rede nacional e nunca mais retorna.

2008 - 2009 -
passa a ser exibida pela Rede Brasil de Televisão, com sinal em algumas localidades do país.

2010 - continua sendo exibida pela Rede Brasil. Vinha sendo exibida também no canal a cabo Nickelodeon nos últimos anos, mas sai do ar no início de 2010.

Desde 2010 nunca mais retornou !


**A DUBLAGEM DA AIC / 1ª e 2ª TEMPORADAS**

A dublagem da série A Feiticeira, como um todo, é bem complexa. Devido ao seu longo período de produção (8 anos), fez com que houvesse diversas alterações no transcorrer da sua dublagem.


É bom ressaltarmos que, durante um período longo, muitos dubladores também se dedicaram ao Cinema, Televisão, Teatro e até problemas de ordem pessoal fizeram com que fossem substituídos.

Neste blog, já postamos os guias de dublagem das oito temporadas da série, onde detalhamos cada alteração ocorrida.

A dublagem de A Feiticeira se iniciou em 1965 e terminou no início de 1973, com alguns intervalos, os quais dependiam das emissoras que pretendiam exibir a série.

A tradução inicial foi de Hélio Porto, assim como também dirigiu alguns episódios.
 Nos primeiros episódios, Hélio Porto preferiu o título "As Feiticeiras" , provavelmente devido a Samantha e Endora, mas isto logo foi corrigido deixando o título como no original.

No original, o marido de Samantha possui o nome de Darriw, a alteração para James foi uma opção do tradutor ( por ser um nome mais conhecido no Brasil e que sincronizava bem com a boca dos atores ).

 Uma curiosidade da dublagem da 1ª temporada é a participação de dubladores que posteriormente assumiriam personagens fixos na série.  É o caso por exemplo de Rita Cleós e Xandó Batista  que dublam convidados e que em meados da temporada seguinte assumiriam os personagens Samantha e Abner, respectivamente.
Helena Samara também dubla diversas atrizes convidadas na 1ª temporada.




**DUBLADORES / 1ª TEMPORADA**


**Elizabeth Montgomery (Samantha): Nícia Soares.

**Dick York (James): Sérgio Galvão.

**Agnes Moorehead (Endora): Márcia Real.

**David White (Larry):  Antônio Aragão (só no episódio 3), Waldyr Guedes (2ª voz) e José de Freitas (3ª voz).

**Maurice Evans (Maurice): Amaury Costa.

**Irene Vernon (Louise Tate): Judy Teixeira.

**Marion Lorne (tia Clara): Rachel Martins (no episódio nº 7) e Gessy Fonseca.

**Alice Pearce (Gladys Kravitz): Isaura Gomes.

**George Tobias (Abner Kravitz): Marcelo Ponce.

**Mabel Albertson (Phyllis): Rachel Martins.

**Robert Simon (Frank): Amaury Costa.

**Narração da abertura: Ibrahim Barchini.





**A DUBLAGEM DA 2ª TEMPORADA**

A dublagem da 2ª temporada apresenta diversas alterações e traz muitos dubladores desconhecidos para os atores convidados. Muitos, vieram do Rádio para tentar um novo caminho com a dublagem, mas por não se adaptarem, só deixaram pequenas participações.


 Poderíamos denominar como um período de "transição", dentro do quadro de dubladores da AIC.

Participam os dubladores da temporada anterior, com exceção de Márcia Real dublando Endora, surgem novos substitutos para o elenco fixo. Há um número maior de dubladores convidados, porém muitos, provavelmente, tiveram uma rápida passagem pela AIC, o que torna a sua identificação impossível.

A dublagem desta temporada não foi realizada pela ordem dos episódios: este fato é amplamente comprovado com a dublagem de Samantha, onde Nícia Soares é substituída por Rita Cleós, mas surgem outros episódios novamente dublados por Nícia Soares e, o retorno definitivamente de Rita Cleós.

Este fato ocorre também com outros personagens e até com o narrador, comprovando que a dublagem não seguiu a produção dos episódios. 




 **DUBLADORES / 2ª TEMPORADA**


**Samantha (Elizabeth Montgomery): Nícia Soares do episódio 37 ao 44 e depois nos episódios 46, 51 e 56 – Rita Cleós no episódio 45 e do 47 em diante.

**James (Dick York): Sérgio Galvão do episódio 37 ao 40, do 42 ao 44 e depois no 46, 51 e 56 – Gervásio Marques nos episódios 41, 45 e depois do 47 em diante.

**Endora (Agnes Moorehead): Lia Saldanha nos três primeiros episódios (37, 38 e 40) – Gessy Fonseca do episódio 41 até o final da temporada.

**Gladys (Alice Pearce): Isaura Gomes nos episódios 37, 40, 42 e depois no 51 – Helena Samara do episódio 45 até o final da temporada.

**Abner (George Tobias): Marcelo Ponce até o episódio 47 – Newton Sá nos episódios 48, 55 e 60 – Xandó Batista no episódio 57 e depois no 62 até o final da temporada.

**Larry Tate (David White): Waldyr Guedes.

**Louise Tate (Irene Vernon): Judy Teixeira.

**Tia Clara (Marion Lorne): Gessy Fonseca e Elza Martins somente no episódio 47.

**Phyllis (Mabel Albertson): Rachel Martins no episódio 56 – Judy Teixeira no episódio 58.

**Frank (Robert F. Simon): Amaury Costa no episódio 51 – José Soares no episódio 58.

**Maurice (Maurice Evans): Renato Restier no episódio 40.

**Tio Arthur (Paul Lynde): Ary de Toledo no episódio 41.

**Narração da abertura: Ibrahim Barchini até o episódio 63 e depois no 65 e Oswaldo Calfat no episódio 64 e depois do 66 até o final da temporada.


 **Para nossa alegria, este trabalho realizado com imenso profissionalismo e competência está agora eternizado em DVD para vermos e revermos sempre, embarcando no mágico clima de "A Feiticeira" com a saudosa dublagem da AIC.


**REVENDO 2 EPISÓDIOS DA 1ª TEMPORADA**

**Maurice descobre que Samantha casou com um mortal**



**Os pais de James conhecem Samantha**




**REVENDO 2 EPISÓDIOS DA 2ª TEMPORADA**

**Os feitiços de tia Clara**



**Último episódio gravado por Alice Pearce**



**VEJA NA PARTE 2:

**Novos efeitos especiais para as temporadas coloridas.
**O auge de A Feiticeira.
**Os problemas da 5ª temporada.
**A doença de Dick York e a sua saída da série definitivamente.
**Rita Cleós, Helena Samara e Olney Cazarré: o trio que encantou a dublagem**


**COLABORAÇÃO:  Thiago Moraes.

**Marco Antônio dos Santos**